Me concede essa dança, a lua das estrelas, ao som daquela música que você me mostrou. Aquela dança que me prometeu depois da noite em que nos conhecemos, depois da festa daquela nossa amiga. Me concede essa dança a luz da lanterna de um celular, num ritmo calmo, num compasso que não sei dançar, num abraço apertado, numa figura engraçada indo de esquerda para direita, coração e alma.

Me concede essa dança, uma competição de quantas conseguimos até nossos pés cansarem, já que amamos uma competição. Uma mistura de valsa com algum outro tipo de dança, sou péssima nelas, mas isso você já sabe. Me concede essa dança como nosso primeiro encontro, como tu me convidou. Como um curto momento de uns cinco minutos talvez, depende do tempo da música é claro, mas o suficiente para nos lembramos por muito tempo e rimos do nosso jeito desengonçado.

Me concede essa dança num horário vago, num intervalo, já que nossa vida é bem ocupada. Em meio a palavras de carinho, a milhões de vezes eu falando que fofinho. Em meio a toda essa bagunça de mundo, um momento fofo só nossinho. Me concede essas danças como um hiato do mundo, como uma pausa de tudo que nos desconcentra. Mas como um furacão de sentimentalismo, que se relata em cada passo teu.

Até o anoitecer vou voar do pico mais alto,

Vou correr até o mar,
Montar um castelo de areia, 
Me imaginar vivendo lá. 

Até o anoitecer vou sorrir para uma baleia, 
Vou escrever um romance,
 Para mostrar para todos que 
O amor se vive num instante. 

Até o anoitecer vou dançar com o bambolê, 
Rodopiar nas pontas dos pés,
Vou rir, sorrir, 
Vou estar feliz. 

Até o anoitecer vou desenhar o sonhar, 
Vou estar com você, vou te abraçar, 
Cantar uma daquelas músicas 
Que ouvimos no fone a beira do mar. 

Até o anoitecer vou conhecer o maravilhoso agora,
Vou amar devagar ou apressadamente
Para não perder nem por um instante 
O brilho do teu olhar.


O tema desse mês foi um dos meus favoritos, adoro flores, cada um tem um detalhe que a torna mais especial. Fui numa floricultura com algumas amigas e achei algumas flores muito lindas e aproveitei a oportunidade para fotografa-las. Não sei o nome de todas elas, mas as cores, os detalhes de cada uma me chamaram a atenção para a incrível beleza da natureza.
Espero que gostem.







Não esqueçam das fotos das meninas: Fleur de LuneChuva de Jujubas,Epílogo em BrancoMari Costa e Caligrafando-te

O ponto e a vírgula

viviam em partes oposta. 

Ela fazia complemento

ele finalizações,

ela representava continuidade

ele acabava com a festa.

Ele terminava um poema

e ela sua lista de vida.

Quando tentavam se unir, perdiam suas funções.

Mas um sábio que ama o amor

lhes fez uma solução:

Os colocou em ponto e vírgula.

E desde então o ponto ama a vírgula, naquele poema, naquela canção.


Vou levar a alegria daquela blusa florida, para usar num dia cinza e sem vida. Vou levar a leveza da minha meia calça rosa. Vou levar a graça daquela sapatilha cor de uva. Vou levar meu mp3 para colocar uma música e dançar loucamente de meia no quarto do hotel. Vou levar um romance para imaginar encontrar um amor perdido por lá. Vou levar uma moeda para jogar numa fonte e fazer um pedido, um pedido de alegria eternizada além da vida, nas palavras.

Vou levar meu perfume doce de amares, vou levar uma begônia só para ficar cercada de um doce cheiro de flores, para deixar uma fumaça sem vida mais atraente. Vou levar meu vestido vermelho, para mostrar a petulância que uma linha escarlate pode fazer. Vou levar aquele batom rosa para a vida de cores e flores, aproveito para sorrir para todos que passarem por mim. Um sorriso melhora qualquer dia.

Vou levar um relógio parado, para deixar o tempo de lado, parar a cada dois passos e simplesmente me divertir. Vou levar meus amigos, não importa como, eles iram comigo, tudo com eles é mais divertido. Vou levar um algodão doce, não sei um porque para levar, apenas sei que vou. Não preciso de um porquê para tudo, nem tudo vai fazer sentido, algumas coisas apenas sentimos e sinto que vou querer um algodão doce.

Vou levar a paz, porque não importa o quanto esteja afim de me aventurar, se no fundo me falta a paz é dela que vou precisar. Para dar cor aquele dia sem graça feito uma blusa acinzentada. Essa vai ser minha mala, mas ela irá voltar cheia de novas emoções, boas emoções, porque chegando lá, vou me livrar de tudo aquilo que entrou de penetra nela e está impedindo algo novo de entrar.